Você sabe o que é Medicina Integrativa?

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Médico de medicina integrativa

A saúde vai muito além da ausência de doenças físicas. Ela representa um estado geral de pleno funcionamento do organismo e da mente, em conjunto com a satisfação da pessoa humana. Para além da cura de doenças, a Medicina Integrativa busca possibilitar o estado total de bem-estar ao paciente.

A Medicina Integrativa vai de encontro com a definição de saúde elaborada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com o órgão, a saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental, social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

Isso significa que a abordagem fria e unicamente técnica no tratamento das doenças vem sendo substituída pela observação do indivíduo em todas as suas particularidades. Para entender melhor a Medicina Integrativa, portanto, é preciso compreender também como funciona a Medicina convencional.

Como funciona a Medicina Moderna?

A medicina convencional — ou medicina moderna — é baseada nos avanços tecnológicos possibilitados pelas descobertas da ciência. São, portanto, os tratamentos orientados pelo uso de medicamentos e cirurgias. Em situações emergenciais, a medicina moderna é importantíssima para a preservação da vida.

No entanto, as pessoas tendem a lembrar da medicina convencional apenas na presença de doenças e enfermidades já instaladas, ou seja: na necessidade da cura do mal presente. As características da medicina atual são baseadas na observação fragmentada e puramente biológica do ser humano.

Dentre outros aspectos das técnicas modernas em saúde, podemos considerar:

  • Uso de métodos científicos;
  • Experimentação;
  • Utilização de dados matemáticos e físicos na análise de parte do ser humano;
  • Observação das reações bioquímicas do organismo;
  • Foco na doença.

Alguns especialistas em saúde, e mesmo os pacientes, não se sentem satisfeitos com a abordagem fria do corpo humano. Isso é complementado pela necessidade de uma nova visão sobre as alterações do organismo e sobre as razões pelas quais o corpo adoece — não somente na abordagem paliativa das doenças, que já foram desenvolvidas no organismo.

Essa necessidade favoreceu o surgimento de um olhar mais completo sobre as enfermidades: a medicina que desfragmenta os órgãos e tecidos e os analisa em conjunto.

O que é e como funciona a Medicina Integrativa?

A Medicina Integrativa não é uma exclusão das técnicas modernas em saúde. Ela também não corresponde à medicina alternativa, apesar de considerá-la como uma das possibilidades existentes para o tratamento das disfunções orgânicas e doenças afins.

O que realmente diferencia a especialidade é a busca pela definição feita pela OMS, como citado acima. A Medicina Preventiva não busca somente a cura de doenças, mas impedir que as enfermidades ocorram, mantendo a saúde e o bem-estar do indivíduo por toda a sua vida.

Por isso, a Medicina Integrativa se preocupa com todas as circunstâncias que possam desfavorecer a saúde do ser humano. Tais condições podem envolver influências físicas, mentais, sociais, emocionais, espirituais e ambientais. Por isso, dizemos se tratar de uma Medicina Integrativa, de modo a integrar todos esses fatores em prol da resolução das doenças e melhora geral do indivíduo como um todo.

Quais as vantagens da Medicina Integrativa?

A Medicina Integrativa diferencia-se da Medicina Moderna por considerar aspectos que, em geral, não são tidos como temáticas relacionadas à saúde no ponto de vista tradicional. Entre as características dessa área podemos destacar:

  • Parceria entre paciente e médico;
  • Corpo, mente, espírito e comunidade são considerados importantes fatores à saúde e bem-estar do paciente;
  • Uso de todas as ciências da cura para facilitar a resposta do organismo;
  • Métodos naturais e menos invasivos são usados sempre que possível, não sendo excluídas as técnicas e terapias convencionais;
  • A investigação médica é aberta a novos paradigmas em saúde;
  • O tratamento das doenças é encarado com a necessidade de promover a saúde total do paciente, bem como a prevenção de doenças;
  • Atendimento personalizado, respeitando as condições, necessidades e circunstâncias de cada paciente.

Essas particularidades da Medicina Integrativa podem ser vistas como vantagens da área, pois ela vê a relação médico-paciente como algo colaborativo e que visa a construção não apenas da saúde física, mas todo o conjunto da vida que afeta o bem-estar. Entre as doenças modernas que expressam a importância da Medicina Integrativa destaca-se a depressão, por exemplo. Trata-se de uma patologia que envolve questões físicas, psicológicas e ambientais.

Outro aspecto a ser destacado é a relação médico-paciente. Em um tratamento do tipo, caso não haja reciprocidade e confiança, dificilmente os resultados almejados serão colhidos futuramente. Dessa forma, a Medicina Integrativa reforça os ideais da humanização em Medicina, que visa colocar o paciente no centro das atenções e valorizar as individualidades na busca por tratamentos mais personalizados e eficazes.

Como funciona a Dermatologia Integrativa?

A Dermatologia Integrativa leva para essa especialidade a mesma preocupação da Medicina Integrativa, de forma que o foco do tratamento seja o paciente e todos os fatores que o envolvem, não se limitando ao tratamento da doença em si. Entende-se aqui a necessidade de um tratamento como um todo, envolvendo aspectos físicos, da mente e do espírito.

Um dos exemplos aqui é a psoríase, doença de pele comum e autoimune, que está diretamente relacionada aos fatores emocionais. Pacientes com quadros depressivos e de estresse têm maior tendência à alteração, ainda que o dermatologista indique um medicamento eficaz do ponto de vista clínico.

Portanto, nesse caso, o tratamento não depende apenas do diagnóstico, mas também da compreensão por parte do dermatologista, das condições individuais e peculiares de cada paciente, como questões psicológicas, emocionais, sociais, econômicas, crenças e estilo de vida. Um entendimento mais aprofundado sobre os hábitos do paciente pode levar o especialista a entender a necessidade de um tratamento integrado, tornando-o bem mais eficaz.

Na Medicina Integrativa podem ser usadas técnicas da medicina tradicional, como o receituário médico. No entanto, deve-se ter consciência da necessidade de técnicas complementares para que os resultados almejados sejam alcançados. Com tais fatores a serem considerados, a Dermatologia Integrativa consegue ter uma atuação mais relevante na vida do paciente promovendo não apenas a saúde como também o bem-estar físico e emocional para ele.

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Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.