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Melasma: o que é?

Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

O melasma é definido por manchas escuras que atingem a região do rosto e podem impactar o seu bem-estar e autoestima

Uma pele saudável, bem hidratada e livre de manchas e acnes é o objetivo de grande parte da população, principalmente entre aqueles que reconhecem o impacto que esse órgão pode ter na autoestima e apresentação pessoal. E uma das grandes reclamações entre os problemas de pele é o melasma.

Muitos dos sinais de pele que trazem incômodos estéticos podem não ser apenas reflexos de uma falta de cuidado ou desleixo com a cútis. A pele é capaz de transparecer quando o indivíduo não teve uma noite bem dormida, quando está sofrendo com alguma irritação, falta de vitaminas, além de uma série de sinais que alertam quando algo não está bom no organismo. O melasma é um destes indicativos.

Portanto, é fundamental ter um olhar atento às descamações, verrugas e manchas que podem surgir no corpo e rosto. Uma das manchas que mais atingem a população, sobretudo o público feminino entre os 20 e 50 anos, é o melasma.

É comum que as pessoas acreditem que o melasma é causado apenas pelo excesso de exposição ao sol. Mas será que essa é a única causa? Muitas questões afligem as pessoas que são acometidas pelo melasma, e isso pode dificultar a busca por um tratamento assertivo e focado na sua necessidade. Confira, a seguir, como um melasma pode ser ocasionado e quais os principais cuidados e tratamentos.

O que é o melasma?

Caracterizado por manchas amarronzadas que atingem as maçãs do rosto, testa e bochechas, o melasma é uma hiperpigmentação da pele que pode ser provocada por fatores externos ou hormonais.

Maior órgão do corpo humano, a pele é o tecido de proteção do organismo. Ela é capaz de auxiliar no controle da hidratação, equilíbrio da temperatura interna, sensibilidade a dores e outros pontos de atenção relacionados ao bem-estar. O melasma é um dos sinais que a pele emite para possíveis alterações ou falta de cuidado com o corpo.

Classificada em 3 principais camadas (epiderme, derme e hipoderme), a pele possui células como os queratinócitos e os melanócitos, protagonistas no processo de formação do melasma.

Presentes na epiderme, a camada externa da pele (que podemos ver e tocar), os queratinócitos são responsáveis pela produção de queratina, proteína que fortalece e impermeabiliza a pele. Já os melanócitos produzem a melanina, a proteína que dá pigmento à pele, e cada melanócito é rodeado por cerca de 20 a 40 queratinócitos.

Quando somos expostos aos raios ultravioletas (UV) sem proteção, a pele procura mecanismos de defesa contra essa agressão. Desta forma, os queratinócitos iniciam a produção de hormônios que irão migrar para os melanócitos e iniciar o processo de produção da melanina. É importante citar que, dentro dos melanócitos, a melanina não possui a capacidade de dar coloração à pele. Portanto, os melanócitos iniciam um processo inverso, que transportará a melanina aos queratinócitos, formando, assim, as manchas escuras no rosto.

Podemos definir que o melasma é uma forma de proteção da pele que origina as manchas escuras para barrar a incitação de raios UV, por exemplo.

Tipos de melasma

O melasma é classificado de acordo com a localização das manchas e suas colorações. Identificar o tipo de melasma é uma tarefa que ficará a cargo de um profissional, e será um ponto fundamental para o sucesso do seu tratamento.

De acordo com a região afetada, podemos categorizar o melasma da seguinte forma:

  • Melasma facial: as manchas aparecem na região central do rosto, acima do lábio, testas e bochechas;
  • Melasma malar: o melasma atinge a região do zigomático, ou seja, as maçãs do rosto;
  • Melasma mandibular: as manchas se formam na região da mandíbula e do queixo.

Também é importante analisarmos a profundidade das manchas causadas pelo melasma. Desta forma, os tipos de melasma são classificados entre:

  • Superficial: o melasma se desenvolve na camada epidérmica da pele. As manchas podem ter bordas mais definidas e coloração castanho-claro. Por estar localizado na área mais superficial da pele, sua resposta ao tratamento pode ser mais rápida;
  • Profundo: localizado na camada da derme, o melasma profundo tem bordas menos definidas e coloração castanho-claro ou azul-acinzentada;
  • Misto: manchas de melasma que apresentam características comuns aos dois tipos acima.

Como identificar o melasma?

O diagnóstico assertivo dos casos de melasma deve sempre contar com a supervisão médica competente. É importante que, aos primeiros sinais de manchas ou alterações na pele, o paciente busque um médico de sua confiança para avaliação, uma vez que as manchas de melasma podem ser confundidas com aquelas causadas por doenças inflamatórias — como a dermatite ou a acne, por exemplo.

Você pode desconfiar de casos de melasma quando nota manchas de tom amarronzado e mais escuro que o tom de sua pele em áreas do rosto como as maçãs, bochechas, testa, queixo e têmporas. O melasma também pode aparecer em regiões como o pescoço, braço ou colo.

As manchas do melasma podem variar de tamanho e de formato, se manifestando até mesmo como pequenos pontinhos pigmentados no rosto, condição que pode ser confundida com as sardas.

O que causa o melasma?

Como vimos anteriormente, o melasma é o resultado de um processo de defesa da pele, e a exposição aos raios ultravioleta pode contribuir para o aparecimento dessas manchas. No entanto, é necessário frisar que o excesso de sol, na maioria das vezes, não é o causador do melasma, mas sim um agente potencializador dessas manchas.

Muitos pacientes se protegem do sol, utilizam o filtro solar com frequência, mas ainda assim podem desenvolver as manchas do melasma. E isso acontece porque maus hábitos e fatores genéticos e hormonais são grandes vilões que podem também acarretar nessas manchas.

Entre as causas mais comuns do melasma, além da exposição desprotegida ao sol, podemos citar:

  • Alto nível de estresse;
  • Dieta desbalanceada e rica em glicose;
  • Neoplasias e doenças no fígado;
  • Desequilíbrio hormonal;
  • Uso de métodos anticoncepcionais.

E como esses fatores (em alguns momentos, fora do nosso controle) podem ocasionar as manchas amarronzadas na pele? No caso do estresse, e até mesmo em patologias específicas, o corpo sofre com o aumento dos níveis de cortisol, hormônio liberado pelas glândulas suprarrenais como uma resposta do organismo aos momentos de tensão.

Por sua vez, o cortisol possui aminoácidos que são capazes de estimular a produção de melanina, assim como os raios UV.

Outro hormônio que em grande quantidade age diretamente nos melanócitos, tendo, assim, a capacidade de elevar a produção de melanina, é o estrogênio, hormônio sexual feminino. Por esse motivo, mulheres que sofrem com desequilíbrio hormonal ou fazem uso de métodos contraceptivos hormonais têm maiores chances de desenvolverem melasma.

Além disso, o déficit de vitaminas (como a B3, por exemplo) pode ser um facilitador para o surgimento das manchas do melasma. Portanto, é importante reforçar que apenas com o acompanhamento médico especializado será possível investigar e definir quais podem ser as causas do seu melasma.

O melasma tem cura?

O melasma é uma doença recidivante, ou seja, após o final do tratamento, as manchas podem surgir novamente. E isso acontece porque o organismo volta a produzir altas quantidades de melanina.

Mas o fato de o melasma não ter cura não significa que ele não possa ser controlado, havendo uma diminuição drástica das manchas, além da prevenção de novas hiperpigmentações.

Qual o tratamento mais indicado para o melasma?

O tratamento para o melasma pode ser longo e deve mirar as causas que levaram ao aparecimento das manchas. Com o objetivo de clarear e minimizar o impacto desses pontos de pigmentação, o seu médico pode optar por métodos de tratamento:

Medicamentoso

Ácidos orais, como o ácido tranexâmico, podem ser uma opção para o controle e clareamento das manchas de melasma. Além disso, a prescrição de vitamina B3 (ou ácido nicotínico) pode ser uma alternativa, já que ele é responsável por barrar o processo de migração da melanina para os queratinócitos. Porém, reforçamos que a ingestão de qualquer medicamento deve sempre ser feita com acompanhamento médico.

Despigmentantes tópicos

A hidroquinona, ácido retinóico ou a niacinamida são alguns dos exemplos de substâncias que podem ser aplicadas na região para o clareamento das manchas.

Tratamentos estéticos

Peelings químicos ou tratamentos com laser podem ajudar a regenerar as camadas superficiais da pele, auxiliando no clareamento do melasma.

Melasma é mais comum na gravidez?

Pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), concluiu que cerca de 15% a 35% das mulheres brasileiras são acometidas pelo melasma.

Podemos ver que essa condição é extremamente comum entre o público feminino, e cresce, entre as gestantes, o número de mulheres que sofrem com o surgimento das manchas acastanhadas no rosto durante a gravidez.

Todavia, devemos esclarecer que os pigmentos que aparecem durante a gestação possuem uma definição específica. Eles são os cloasmas, mais precisamente o cloasma gravídico.

Diferentemente do melasma, o cloasma surge apenas na gravidez, geralmente entre o primeiro e o segundo trimestre, e pode desaparecer com maior facilidade após o parto.

O cloasma é comum, pois, como citamos, o estrogênio (hormônio sexual feminino) pode ser responsável pelo aumento na produção de melanina. E durante a gestação, a mulher vivencia um aumento de até 30 vezes nos índices desse hormônio, uma vez que ele é fundamental para preparar as veias e artérias da gestante, além de dilatar as glândulas mamárias para a amamentação.

Como prevenir o melasma?

A prevenção do melasma abrange um cuidado multidisciplinar. Pacientes que estejam começando um tratamento hormonal, anticoncepcional ou até aqueles que possuem predisposição genética, uma vez que seus pais, avós ou irmãos apresentam essa hiperpigmentação, devem primeiramente buscar um médico dermatologista de sua confiança.

Os primeiros cuidados devem partir da proteção da pele. É fundamental a prescrição de um filtro solar com os fatores FPS e PPD (aquele que bloqueia o UV tipo A) que atenda ao seu tipo de pele e a proteção que ela precisa. Filtros com coloração podem ser uma boa opção para quem deseja evitar o melasma, pois são mais eficazes ao proteger a pele contra a luz invisível emitida por aparelhos eletrônicos.

Além da aplicação e reaplicação constante do protetor solar, manter o organismo saudável e ativo é um ponto fundamental para evitar o melasma. Na medida do possível, adote uma alimentação balanceada, rica em vitaminas, além de atividades que ajudem a minimizar o estresse do dia a dia.

Como vimos, o melasma é um problema dinâmico, já que as células podem voltar a produzir níveis elevados de melanina após o final do tratamento, portanto, a prevenção será sempre o melhor caminho. E você, que deseja evitar as manchas, deve ter um olhar atento e contínuo para a saúde do seu corpo e da sua pele, pois todos os fatores andam sempre juntos.

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Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia;

Manual MSD.

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