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Psoríase

Psoríase
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Doença dermatológica, embora não contagiosa, costuma trazer o surgimento de lesões avermelhadas e escamosas na pele.

O que é psoríase?

A psoríase é uma doença crônica dermatológica não contagiosa, cuja principal característica se dá pelo surgimento de manchas avermelhadas pela pele, recobertas por escamas esbranquiçadas. Com causas ainda desconhecidas, a patologia atinge homens e mulheres de qualquer idade, e pode estar relacionada a diversos fatores externos e ambientais.

Sintomas da psoríase

A maior parte dos casos de psoríase tem como característica o aparecimento das manchas vermelhas com escamas esbranquiçadas. No entanto, a doença pode ser dividida em diversos subtipos, com sinais próprios, como o acometimento de manchas nas unhas, erupções, descamações, irritabilidade na cútis, vermelhidão, rigidez ou sensibilidade nas articulações, além de dores e pequenos sangramentos. Vamos conhecer melhor um a um desses quadros clínicos abaixo.

Psoríase vulgar

Também conhecida como psoríase em placas, esta versão da doença é a mais comum, caraterizada pela presença de placas vermelhas, com escamas brancas, que podem ter poucos milímetros ou até mesmo vários centímetros de tamanho. Em geral, ela pode acometer braços, pernas, couro cabeludo e região lombar, além das unhas. Acompanham outros sintomas, como coceira ou queimação nas regiões afetadas.

Psoríase gutata

Também chamada de psoríase em gotas, ela é mais comum em crianças, adolescentes e jovens adultos. Seu principal sintoma é a presença de manchas em forma de gota na pele. Suas manchas são inferiores a 1 cm, podendo se manifestar no tronco, nas virilhas e nas axilas, em geral, depois de uma infecção por Streptococcus das vias respiratórias.

Psoríase pustulosa

Esta doença traz como sintomas pequenas bolhas com pus, além de manchas próprias de psoríase. As bolhas podem surgir somente em uma região específica da pele ou ainda acabar em todo o corpo. Quando esta patologia é generalizada, o paciente pode também sofrer com febre alta, de 39º a 40º.

Psoríase invertida

Aqui, os sintomas se dão quando as manchas da psoríase aparecem somente em regiões úmidas do corpo, como axilas, virilhas, umbigo ou couro cabeludo. Estas manchas não costumam trazer descamação, justamente por estarem em lugares mais úmidos.

Psoríase ungueal

A psoríase nas unhas acontece quando a região das unhas sofre ondulações, manchas e enfraquecimento. Esta versão da doença, muitas vezes, precede o surgimento de manchas na pele, podendo ser o único sintoma durante muito tempo.

Psoríase artropática

Em alguns casos, a inflamação pode se espalhar por outras regiões além da pele, atingindo inclusive as articulações. Aqui, os sintomas são muito semelhantes aos da atrite convencional, como dor, inchaço e rigidez nas juntas. Este caso costuma demorar mais para se manifestar de maneira sintomática.

Psoríase eritrodérmica

Considerado o tipo mais raro da doença, este quadro traz muitas manchas vermelhas, que se espalham pelo corpo, evidenciando incômodos e muita coceira, além de um intenso ardor.

Psoríase palmoplantar

Como o próprio nome pode indicar, este quadro dermatológico traz o surgimento de placas nas palmas das mãos e nas solas dos pés.

O que causa a psoríase?

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) compreende que ainda não é possível determinar uma causa exata para o surgimento da psoríase. O que se pode dizer, por hora, é que a patologia está associada a fatores genéticos ou imunológicos.

Além disso, alguns fatores externos podem acabar influenciando para o desenvolvimento da doença, tais como:

  • Infecções;
  • Estresse;
  • Banhos prolongados e muito quentes;
  • Clima frio;
  • Uso contínuo de determinados medicamentos.

Qual o tratamento da psoríase?

É importante destacar que a doença não tem cura, mas sim tratamento. Não é possível prevenir o surgimento da psoríase, mas sua reincidência é perfeitamente controlável.

Os quadros considerados leves e moderados, que correspondem a 80%, geralmente podem ser atenuados com a hidratação da pele, exposição ao sol e aplicação de medicação local.

Para pacientes que não têm disponibilidade do banho de sol diário, são disponibilizados banhos de ultravioleta A e B nas clínicas especializadas, sempre sob estrita orientação médica. Tais banhos, ademais, não são indicados para crianças.

O tratamento costuma se dividir em duas fases: a primeira consiste em suprimir as lesões. Na sequência, vem a etapa da manutenção da pele para evitar o surgimento de novas lesões.

Mesmo quando a segunda etapa é conquistada, é muito importante fazer consultas periódicas com o seu dermatologista, de modo que sejam feitos possíveis ajustes no tratamento, capazes de garantir maior qualidade de vida ao paciente e menos risco de retorno da psoríase.

Recomendações para lidar com a psoríase

Embora não seja possível prevenir a doença, existem alguns bons hábitos que podem e devem ser adotados no dia a dia para um melhor autocuidado com a saúde da própria pele. Dentre estes pontos, podemos citar:

  • Busque hidratar bem sua pele, de modo a evitar o ressecamento, responsável pelo favorecimento de novas lesões cutâneas;
  • Exponha-se à luz solar com moderação, sempre munido de um creme hidratante ou terapêutico;
  • Evite desgaste emocional, já que o estresse pode estar associado à psoríase: busque realizar atividades físicas, meditação, yoga ou psicoterapia;
  • Evite, quando possível, a ingestão de álcool;
  • A doença não é contagiosa: portanto, não há motivos para limar sua vida social por causa dela. Esta atitude pode até mesmo agravar sua condição de saúde emocional;
  • Frequente um dermatologista de sua confiança com periodicidade e siga suas recomendações.

Agende sua consulta com o Dr. Daniel Stellin para saber mais sobre o tratamento da psoríasehttps://drdanielstellin.com.br/agendar-consulta/

Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD);

Dr. Daniel Stellin