O peeling químico é uma das formas mais efetivas de rejuvenescimento da pele, sendo responsável por uma renovação celular induzida por ácidos. O tratamento estético é feito em consultório dermatológico e sua indicação ocorre após análise criteriosa da saúde da cútis do paciente.

Além da utilização na face, o peeling químico pode ser usado em outras partes do corpo, sempre a depender da condição que será tratada. Exemplificando: manchas escuras no colo podem ser minimizadas com o uso de ácidos.

Essas são apenas algumas informações relativas ao tratamento estético. Saiba a seguir a efetividade do procedimento, com base na experiência do Dr. Daniel Stellin, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O que é peeling químico e para que serve?

A palavra peeling, em tradução literal, pode ser entendido como descamar. O ácido em contato com a pele promove um processo de renovação celular em que a pele envelhecida é removida e uma nova surge após o processo de cicatrização.

O peeling químico pode atingir três camadas distintas da pele, da mais superficial, não causando um grande processo de descamação da pele, até as mais profundas, em que a renovação celular é praticamente completa.  Desta forma, os peelings químicos podem ser divididos em três tipos.

Como mencionado, o tratamento com peeling pode ser dividido em três tipos distintos, sendo eles:

  • O peeling superficial, que tem ação na camada córnea localizada na epiderme;
  • O peeling médio com ação na derme papilar;
  • O peeling profundo, que tem ação na derme reticular.

A identificação do tipo de peeling químico dependerá da condição a ser tratada na pele do paciente. Para tal indicação, é necessário que o paciente passe por consulta prévia com um dermatologista e que seja identificado as queixas e os problemas para, posteriormente, ser indicado o tipo de peeling de acordo com a necessidade do paciente.

O processo de renovação celular é eficaz para queixas específicas da saúde da pele da face. São elas:

  1. Oleosidade;
  2. Poros dilatados, ou abertos como dito popularmente;
  3. Acne;
  4. Cicatrizes;
  5. Melasma;
  6. Rugas finas;
  7. Flacidez.

Em todos os casos, o principal benefício conseguido após o tratamento com peeling químico é a melhora da qualidade da pele, deixando-a mais homogênea, além de auxiliar no rejuvenescimento. A pele fica mais macia e receptiva a tratamentos com dermocosméticos, por exemplo.

Para cada situação mencionada existe um tipo de ácido específico. A maioria deles pode ser administrado de forma conjunta, agindo na correção de mais de uma condição. Saiba a seguir!

Os ácidos utilizados no tratamento de peeling químico têm composição diferente, sendo que cada um age para o tratamento específico de uma condição.

Pacientes que chegam ao consultório com histórico de acne e pele oleosa podem ter a indicação de peeling químico com ácido salicílico. Ele atinge a camada superficial da pele e ajuda a controlar a oleosidade, combate a acne, além de ajudar na melhoria, ou seja, na redução de rugas finas e manchas — causadas pela acne ou exposição incorreta ao sol.

Essa parcela de pacientes que sofrem com a oleosidade e a pele acneica podem ter a indicação de peeling com solução de Jessner e ácido glicólico. Essa combinação pode se enquadrar em peeling químico superficial ou médio (a depender da concentração) e ajuda de forma eficaz as rugas finas, as manchas e combate à acne.

A indicação de um ou outro ácido leva em consideração o grau da acne, a quantidade de manchas e o grau de envelhecimento da pele do paciente.

O ácido tricloroacético, conhecido como ATA,  pode ser combinado com outros agentes para a realização de um peeling químico médio para o tratamento de rugas e cicatrizes mais profundas.

O mais comum de todos, e encontrado em dermocosméticos, o ácido retinoico, ajuda no combate à acne e no tratamento da condição, além de ser amplamente utilizado e com resultados satisfatórios na diminuição de melasma. Outra função do peeling químico de ácido retinoico é o seu poder rejuvenescedor.

O mais potente de todos os ácidos é o de Fenol. Usado para peeling químico profundo, ele é o mais indicado para elevado grau de envelhecimento e para peles muito claras. Devido a sua composição, sua indicação é mais complexa e envolve check-up com outras especialidades médicas para evitar qualquer reação adversa a sua aplicação.

Os peelings químicos costumam ser indicados e realizados durante o inverno, pois, a primeira e mais importante orientação após o tratamento é não se expor ao sol. A exposição solar após um peeling químico pode resultar em um efeito contrário ao desejado, como manchas na pele (escuras ou claras a depender do tom da pele do paciente) e resultar até em queimadura.

É importante que o paciente faça a correta higienização da face após o peeling químico e sua hidratação de maneira intensiva, tornando o processo de cicatrização mais rápido e reduzindo a possibilidade de  reações adversas. Os cuidados mais específicos variam de acordo com o tipo de peeling realizado.

Os superficiais, em que ocorre leve ou nenhuma descamação, tem recuperação de quatro dias em média. Já o peeling químico médio ou profundo demandam mais atenção, sendo que a recuperação parcial ocorre em até 15 dias.

Independentemente do peeling feito, a correta higienização e o uso do filtro solar com alto fator de proteção são obrigatórios. Todas as orientações quanto aos cuidados e as restrições são dadas pelo dermatologista antes mesmo do tratamento, para que o paciente tenha ciência de que o tratamento e os cuidados devem ser seguidos à risca.

É possível mencionar diversos benefícios a pele após o tratamento de peeling químico. A pele retoma o viço de antes, os poros sofrem redução, as linhas de expressão e as rugas são minimizadas de forma efetiva. Ou seja, é um tratamento com um custo acessível quando comparados aos com laser e a cirurgia plástica.

Em resumo, o peeling químico é ótimo aliado na beleza da pele da face e sabe o que é melhor? Ele pode melhorar o aspecto das estrias e outras condições estéticas do corpo. Agende uma consulta com o Dr. Daniel Stellin e tenha acesso ao tratamento com peeling químico de ponta.