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Dermatite Atópica

Imagem ilustrativa.
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Doença crônica causa inflamação na pele e aparecimento de lesões que coçam bastante, comprometendo a saúde e qualidade de vida do paciente

A dermatite atópica é uma inflamação de pele que se caracteriza pelo aparecimento de erupções que coçam bastante e apresentam crostas, podendo levar à formação de feridas. Trata-se de uma doença crônica e não contagiosa que acomete principalmente regiões das dobras dos braços e parte de trás dos joelhos, embora possa afetar todo o corpo, dependendo do caso e da gravidade do problema.

Também chamada de eczema atópico, a dermatite atópica é uma manifestação que tem origem multifatorial, podendo ser desencadeada por uma combinação de alterações que ainda não são totalmente esclarecidas pela medicina. A condição não tem cura, mas pode ser controlada a partir de um tratamento individualizado e orientado por um dermatologista. Entenda mais sobre esta doença a seguir.

Quais são as causas da dermatite atópica?

A causa exata desta alteração é desconhecida, mas a medicina atualmente considera que a dermatite atópica é uma doença desencadeada por diversos fatores que levam ao ressecamento da pele e mau funcionamento do sistema imunológico. Diversos estudos também apontam que a condição pode ter uma base genética, uma vez que comumente se manifesta em pessoas da mesma família.

Além disso, existem diversas situações que podem estimular a inflamação da pele e favorecer o aparecimento dos sintomas da dermatite atópica, tais como alterações climáticas, banhos quentes ou a detergentes concentrados. Alguns alimentos e até mesmo o estresse podem ser gatilhos para desencadear uma crise, embora não sejam considerados causa direta da condição.

Fatores de risco para a dermatite

O principal grupo de risco para o desenvolvimento da dermatite atópica é composto por crianças de até 5 anos, indivíduos com histórico familiar da doença e pacientes com predisposição a reações de hipersensibilidade — que se manifestam por meio de alergias, não necessariamente de pele. Além disso, são considerados os principais fatores de risco para o surgimento das crises:

  • Exposição a agentes como pólen, mofo, ácaros ou pelos;
  • Contato da pele com materiais ásperos;
  • Pele seca;
  • Exposição a substâncias irritantes;
  • Contato com produtos de limpeza;
  • Baixa umidade do ar;
  • Frio ou calor excessivos;
  • Transpiração.

O que desencadeia uma crise de dermatite?

A dermatite atópica é uma doença crônica que pode acometer qualquer pessoa, independentemente da idade ou gênero. As lesões características da condição podem aparecer em momentos de crise, geralmente desencadeadas por exposição a alérgenos ou situações que comprometem o sistema imunológico do paciente — como estresse ou mudanças bruscas de temperatura.

Uma vez que a dermatite atópica não apresenta cura definitiva, é importante tentar identificar os fatores que desencadeiam uma crise e evitá-los sempre que possível. Em geral, pessoas com o problema apresentam pele seca e com maior predisposição para desenvolver as lesões de pele no inverno, o que geralmente está associado aos banhos muito quentes e contato com roupas de lã.

Principais sintomas da dermatite atópica

A principal característica da dermatite atópica é a pele seca e com coceira constante na região afetada, o que pode levar ao desenvolvimento de lesões escoriadas. Além disso, outros sintomas que podem se manifestar durante as crises são:

  • Irritação na pele;
  • Vermelhidão;
  • Descamação da pele;
  • Aparecimento de pequenas bolinhas na região afetada;
  • Formação de feridas;
  • Alterações na cor da pele;
  • Áreas espessas ou com aspecto parecido com couro;
  • Em casos mais graves, infecção de pele.

Como identificar a dermatite atópica?

Não existe um exame específico para identificar a dermatite atópica, e o diagnóstico é feito pelo dermatologista com base na aparência das lesões cutâneas e histórico clínico do paciente. Outros fatores que são levados em consideração para a confirmação da condição são a frequência com que os sintomas se manifestam e em quais situações eles geralmente aparecem.

Em casos específicos, pode ser realizada uma biópsia de pele para confirmação do diagnóstico de dermatite atópica. É importante que o paciente procure um dermatologista assim que surgirem as primeiras alterações cutâneas, de modo a garantir o diagnóstico e controle da doença o mais precocemente possível. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de evitar complicações, como as de ordem infecciosa.

A dermatite atópica pode se tornar grave?

Quando não é devidamente tratada, a dermatite atópica pode evoluir para um quadro de maior comprometimento da pele e qualidade de vida. Isso porque a coceira intensa e incômoda pode prejudicar o sono e a produtividade do paciente, desencadeando quadros de ansiedade e depressão. Quando a condição se agrava, pode haver complicações como infecções cutâneas, neurodermite e generalização do quadro, condição conhecida como eritrodermia.

Entenda como é o tratamento para dermatite atópica

Uma vez que diz respeito a uma condição crônica e que não possui cura definitiva, o tratamento da dermatite atópica visa principalmente controlar a coceira, reduzir a inflamação da pele e prevenir as próximas crises. Isso pode ser feito a partir do uso de medicamentos de uso oral ou tópico prescritos pelo dermatologista, além da adoção de alguns hábitos que ajudam a reduzir a inflamação e evitar as crises.

Alguns dos principais cuidados que podem ser recomendados pelo especialista são:

  • Evitar banhos muito quentes;
  • Usar hidratantes específicos;
  • Não coçar as erupções;
  • Na medida do possível, evite alimentos e substâncias com maior possibilidade de causar alergias de pele.

Somente um médico dermatologista poderá, após avaliar criteriosamente o quadro apresentado pelo paciente, apontar o medicamento e os cuidados mais adequados para controlar a crise de dermatite atópica.

Prevenção: o que evitar e cuidados com a pele

Adotar alguns cuidados com a pele pode ajudar a evitar novas crises e reduzir a necessidade de medicamentos. São eles:

  • Hidratar a pele diariamente;

Usar preferencialmente roupas de algodão ou feitas de outros tecidos macios, evitando fibras ásperas e vestes apertadas;

  • Tomar banhos com água morna, utilizando sabonetes suaves;
  • Não utilizar buchas que sejam abrasivas;
  • Secar a pele suavemente com toalha macia, sem esfregar;
  • Aplicar hidratante corporal logo após o banho, com o corpo ainda úmido;
  • Se possível, conhecer os fatores que desencadeiam uma crise e evitá-los;
  • Usar umidificador de ambientes sempre que o tempo estiver seco ou frio;
  • Manter as unhas curtas para evitar ferimentos ao se coçar;
  • Reduzir o estresse e praticar atividades relaxantes;
  • Evitar substâncias que podem ser irritantes para a pele;
  • Ficar atento a mudanças súbitas de temperatura.

Agende sua consulta com o Dr. Daniel Stellin para saber mais sobre Dermatite Atópica.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia

Biblioteca Virtual em Saúde

Manual MSD

Sociedade Brasileira de Dermatologia — Regional São Paulo

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