Anticoncepcional faz mal à saúde?

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As pílulas anticoncepcionais são uma realidade para grande parte das mulheres em todo o mundo. Lançada na década de 1960, esse método contraceptivo tem como objetivo regular o ciclo menstrual, diminuir as dores ocasionadas pelas cólicas, além de ser um atenuante para os sintomas da TPM. Mas, apesar da sua popularidade, esse medicamento sempre gerou controvérsias: será que as pílulas fazem mal à saúde?

A intenção desse texto é discutir os principais problemas que esse medicamento pode causar à saúde da mulher. Esse debate é extremamente importante, uma vez que o método contraceptivo é muito popular entre as mulheres, sendo receitado por muitos médicos, inclusive para adolescentes que acabaram de entrar no ciclo menstrual.

Confira alguns dos principais problemas que esses produtos podem causar à saúde das mulheres

Risco de câncer de mama

Um dos principais riscos do uso intensivo das pílulas anticoncepcionais é o maior risco ao câncer de mama. Um estudo feito pela Universidade de Copenhague, da Dinamarca, por mais de uma década, com cerca de 1,8 milhão de mulheres de 15 a 49 anos constatou uma incidência de 20% dessa doença nas pessoas do sexo feminino que utilizavam esse tipo de medicação.

Essa pesquisa apontou que enquanto as mulheres que nunca utilizaram esse tipo de medicação tiveram um registro de 55 casos a cada 100 mil analisadas, esse número saltou para 68 diagnósticos naquelas que já utilizaram as pílulas. A ameaça era mais significativa em quem tomava o anticoncepcional há mais de dez anos e estava acima dos 40, o uso do contraceptivo, que se trata de um hormônio sintético,  pela via oral produz formas de estrogênios em sua metabolização ( 16 e a 4 OH Estrona ) que estimulam os receptores alfa mamários,  aumentando assim a incidência de câncer.

Esse estudo mostra que quanto mais tempo os produtos forem usados, maior o risco.

Diminuição da libido

Mulheres que tomam a pílula anticoncepcional podem sofrer com a perda de libido, como indica um novo estudo feito por alemães e publicado no “Journal of Sexual Medicine”. O estudo avaliou cerca de mil mulheres em idade fértil que tomavam pílula há pelo menos seis meses. Entre as avaliadas, um terço tinha algum tipo de disfunção sexual, que variava da perda total da libido, passando pela dificuldade de chegar ao orgasmo e até mesmo dor durante o ato sexual.

Ainda de acordo com essa pesquisa, o maior problema da pílula anticoncepcional é que ela diminui os níveis de testosterona, principalmente em sua forma biodisponível ( livre ), através do aumento de uma proteína ligadora desse hormônio chamada SHBG, que pode ser dosada nos exames , a testosterona livre age nos receptores  auxiliando no aumento do  desejo sexual em homens e mulheres, além das outras funções benéficas exercidas por esse hormônio.

Ganho de peso

Alguns dos hormônios sintéticos presentes nas pílulas favorecerem a retenção hídrica, o que causa inchaço e, consequentemente, aumento de peso. Do ponto de vista comportamental, as mulheres são mais afetadas por uma diminuição dos níveis de testosterona.

Alguns dos problemas relacionados à deficiência deste hormônio são o aumento da gordura corporal e a dificuldade de ganhar massa muscular, além da retenção de líquidos, inflamação crônica e aumento da celulite.

A deficiência de testosterona não só dificulta o ganho de músculos, como ocasiona perda de massa muscular e óssea, força e favorece o armazenamento de gordura.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.