Colágeno: quando e como repor

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colágeno

O colágeno é uma proteína existente em nosso organismo que tem a função de dar firmeza para a pele e para a cartilagem do corpo. Ele é considerado uma das proteínas mais importantes que o ser humano possui, porque é responsável por garantir a totalidade e a saúde de ossos, pele, articulações e também por sustentar os órgãos.

Existem 12 subtipos dessa proteína, e cada um deles tem uma função diferente no corpo humano. Esses subtipos irão atuar de acordo com as necessidades funcionais do organismo, apresentando diferentes graus de elasticidade, rigidez e força de tensão.

A diminuição da proteína no organismo tem consequências visíveis e que afetam diretamente o desempenho do corpo humano, como se verá a seguir:

  • a falta da proteína acelera consideravelmente o processo de envelhecimento;
  • a pele se torna mais fina, proporcionando o aparecimento de rugas e flacidez;
  • o cabelo fica mais fraco;
  • os efeitos também são sentidos na musculatura, que começa a se tornar flácida;
  • a densidade dos ossos diminui;
  • as cartilagens perdem força e se tornam mais frágeis;
  • os tendões e ligamentos perdem a elasticidade;
  • as articulações perdem a força e a flexibilidade.

Processo de envelhecimento

A proteína em questão é produzida pelo organismo desde o nascimento da pessoa, mas, a partir dos 25 anos o corpo humano diminui a produção da substância, que, a cada ano que passa, fica 1% menor. Esse processo de produção reduzida contribui para a deterioração da pele, deixando-a mais flácida, assim, estimulando o aparecimento de rugas e a perda da tonicidade muscular.

A diminuição da produção de colágeno nas mulheres acontece, principalmente, devido à queda dos níveis de estrogênio. Isso porque esse hormônio, quando em baixa, afeta a distribuição dessa proteína. Por iss, muitas vezes, o processo de envelhecimento é percebido pelas mulheres ao atingirem a menopausa.

Quando repor?

Não há uma idade específica para iniciar a reposição dessa proteína. O ideal é que, a partir dos 25 anos, seja feito acompanhamento com um dermatologista para começar a combater os efeitos do envelhecimento. Dessa maneira, o médico irá avaliar a necessidade e a forma mais indicada de fazer a reposição da substância.

Quando a mulher chega à menopausa, a produção cai drasticamente para os 35%. É aí que a suplementação começa a ser primordial não só para o combate ao envelhecimento da pele, mas também para a saúde dos ossos e articulações.

Como repor

O colágeno está presente em diversos alimentos que podem ser consumidos no dia a dia. Alimentos de origem animal são ricos nessa proteína, já as vitaminas contidas nos legumes e nas verduras estimulam a produção dela no organismo. Portanto, carnes magras, ovos, aveia, oleaginosas, frutas cítricas e vermelhas, vegetais alaranjados e verde-escuro contribuem não só para o bom funcionamento do organismo, mas também para a pele.

A suplementação deve ser feita a partir de indicação médica. O consumo da proteína deve ser, segundo a Organização Mundial de Saúde, de 9 g ao dia. A opção hidrolisada é a mais indicada, já que é melhor absorvida pelo organismo. Ela pode vir na forma de cápsulas, comprimidos e em pó e são facilmente encontradas em farmácias e lojas de produtos naturais.

Alguns hábitos como a exposição solar excessiva, o baixo consumo de água e o tabagismo também são fatores que impactam negativamente na produção de colágeno, acelerando o processo de envelhecimento. Por isso, cultive bons hábitos, alimente-se bem e faça acompanhamento com o médico dermatologista!
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.