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Como funciona o peeling para melasma?

Rosto de mulher com melasma

O peeling para melasma apresenta resultados satisfatórios para amenizar e eliminar as manchas de pele, mas deve ser avaliado e indicado por um dermatologista de confiança.

O peeling para melasma é uma das opções de tratamento para esse problema de pele que acomete majoritariamente mulheres e está relacionado a fatores hormonais, exposição solar e predisposição genética.

O peeling químico usado no tratamento do melasma consiste em um procedimento que combina ativos, como ácidos e outras substâncias, para promover uma esfoliação, eliminar as células epidérmicas superficiais e estimular a renovação celular.

A seguir, entenda melhor o melasma e como o peeling pode ser usado no tratamento dessa condição de pele.

O que é melasma?

O melasma consiste em manchas escuras na pele, que se manifestam principalmente na face e acomete majoritariamente o público feminino. Apesar dessas considerações, o melasma pode desenvolver-se em outras regiões, como braços, pescoço e colo, e acometer também os homens.

Não se sabe detalhadamente as causas do melasma, mas estudos médicos indicam alguns fatores que podem estar associados ao problema, como:

  • Exposição solar e à luz branca sem proteção;
  • Uso de anticoncepcional, gestação e alterações hormonais em geral;
  • Predisposição genética.

Portanto, diferentes fatores podem estar associados ao surgimento do melasma, de forma que uma investigação dermatológica é necessária não apenas para tratamento da condição, mas também para a identificação das causas.

Após a investigação especializada, o médico responsável poderá apontar diferentes possibilidades de tratamento, incluindo o peeling para melasma — que apresenta resultados satisfatórios e não é invasivo.

O peeling para melasma poderá ser realizado sempre que o paciente sentir incômodo com a estética das manchas. No entanto, algumas contraindicações incluem gestantes, pessoas com dermatites, foliculite, rosácea em atividade, inflamações na pele ou alergias aos componentes do ácido.

Como é o tratamento de peeling para melasma?

O tratamento de peeling com ácido é realizado no consultório médico, podendo ser usados diferentes compostos, de acordo com a profundidade do tratamento e avaliação do especialista.

Entre as substâncias frequentemente usadas, incluem-se: ácido retinóico, ácido mandélico, ácido glicólico, resorcinol e cisteamina. Este último, por exemplo, reduz em até 77% a pigmentação das manchas de acordo com estudos científicos.

Apenas o dermatologista, considerando as especificidades do caso, poderá determinar qual a substância mais apropriada ao paciente e a técnica usada, pois o peeling para melasma pode ser de três tipos, de acordo com a profundidade do tratamento. São eles:

  • Superficial: método indicado para amenização de manchas e melasmas mais superficiais, pois promove uma esfoliação na epiderme;
  • Médio: nesse caso, o tratamento remove células epiteliais da epiderme e parte superior da derme, sendo recomendado para melasmas, rugas e cicatrizes;
  • Profundo: penetra até a camada inferior da derme, podendo ser usado para cicatrizes de acne, manchas profundas, flacidez e rugas.

Em geral, o peeling mais profundo demanda monitoramento médico, uso de anestésico e repouso posterior devido à vermelhidão e sensibilidade da pele nos primeiros dias.

Para o tratamento de melasma, o peeling de profundidade superficial costuma ser indicado pelos especialistas, a não ser que a paciente deseje tratar conjuntamente outros incômodos mais profundos, como cicatrizes e flacidez.

Após o peeling para melasma o paciente poderá observar a pele bastante vermelha e sensível, pois as substâncias ácidas usadas no tratamento removem as células superficiais e da primeira camada da derme, sendo que é por meio da renovação celular que as manchas podem ser amenizadas ou eliminadas.

Por conta disso, os cuidados nos dias posteriores ao peeling são essenciais para apresentar bons resultados com o tratamento. Entre eles incluem-se:

  • Usar o protetor solar recomendado pelo especialista com reaplicação a cada 3 horas, mesmo se permanecer em ambientes internos;
  • Usar sabonete neutro para limpeza facial;
  • Evitar tocar na face;
  • Evitar a exposição solar, mesmo usando o protetor;
  • Usar um hidratante facial para manter a hidratação da pele;
  • Usar água termal para amenizar vermelhidão e ardência na face.

Caso identifique sintomas intensos nos dias posteriores ao tratamento, como ardência, vermelhidão ou dor, é essencial buscar auxílio do médico responsável.

O peeling para melasma não é um tratamento invasivo, no entanto, deve ser recomendado por um dermatologista de confiança após avaliação do caso. Agende sua consulta e saiba mais!

Fontes:

Sociedade Brasileira de Dermatologia;

Sociedade Brasileira de Dermatologia — Regional São Paulo.

Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.