Qual a relação entre a disposição e o controle hormonal?

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controle hormonal

Você sabia que condições como fadiga crônica, indisposição e até redução da libido podem estar relacionadas a problemas com a produção dos hormônios pelo seu sistema endócrino?

O sistema endócrino é composto de glândulas encarregadas da produção desses elementos, que são responsáveis pela regulação de praticamente todas as funções do corpo humano. Quando há desequilíbrio na produção hormonal, o corpo sofre alterações desagradáveis, as quais devem ser tratadas, geralmente por um especialista.

Um dos períodos em que a queda da produção hormonal mais aflige o indivíduo, no caso das mulheres, é a menopausa; surgem, então, os hormônios sintéticos como promessa de solução, mas vale ressaltar que, dentre os efeitos colaterais trazidos por essa solução, estão o risco de câncer, o descontrole da glicemia, a retenção de líquidos e as dores de cabeça. Nesse período opta-se por hormônios bioidênticos, que assemelham-se aos hormônios produzidos por nosso organismo, sendo mais seguros e eficazes no manejo da terapia .

Por essa razão, esse tratamento deve ser evitado ao máximo, não só na menopausa, mas em qualquer situação em que a produção hormonal esteja, por alguma razão, comprometida. Cabe ao fisiologista analisar os sintomas, chegar a um diagnóstico e prescrever o tratamento adequado, adiantando que a melhor forma de manter o equilíbrio nesse âmbito e evitar o cansaço e a indisposição é o exercício físico, além, claro, da alimentação.

Vilões e mocinhos da disposição

Um dos vilões da disposição do corpo é o cortisol, nesse caso, quando encontrado em excesso no organismo. É o hormônio do estresse. Ele aumenta a tensão muscular, acelera a respiração e o coração, além de provocar outros sintomas. Em longo prazo, pode acarretar ganho de peso e elevação da pressão arterial.

A solução é procurar dormir bem, se exercitar, reservar tempo para relaxar e para o lazer e se alimentar bem, privilegiando alimentos saudáveis e evitando o açúcar, que é um dos gatilhos para o organismo liberar o cortisol.

Os hormônios T3 e T4, produzidos na tireoide, também exercem grande influência na sensação de bem-estar e na disposição para o dia a dia. Além de o hipotireoidismo influenciar diretamente nessa questão, ele desencadeia outros sintomas que acabam tendo influência indireta, como o ganho de peso.

A insulina é outro elemento fundamental, pois cabe a ela fazer o metabolismo da glicose, que é a fonte de energia das células. Quando produzida em quantidade insuficiente, faz com que o indivíduo tenda a apresentar cansaço sistemático.

Exercícios, endorfina e outros hormônios

Os exercícios físicos estão no topo da lista de medidas eficazes para incrementar a produção de substâncias que influenciam diretamente no seu dia a dia, seja produzindo bem-estar seja agindo diretamente no aumento da disposição e da energia.

A endorfina, produzida pela hipófise, é responsável pela sensação de recompensa. Além do esporte, é produzida em grandes quantidades quando nos entregamos a atividades prazerosas, como o sexo. Quando liberada no organismo, produz aumento da disposição física e mental e aumenta a resistência imunológica, causando uma explosão de força de vontade e entusiasmo.

O GH e as catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) também agem indiretamente na disposição. São estimulados pela atividade física e aceleram o gasto energético, o que leva à consequente queima de gordura, perda de peso e mais disposição para a rotina.

O que evitar?

Se você pretende evitar o desequilíbrio dos hormônios no seu organismo, pode evitar alguns hábitos, como:

  • sedentarismo;
  • ingestão de fármacos, medicamentos contraceptivos e bebida alcoólica;
  • ingestão de soja não fermentada e alimentos como leite e farinhas de soja;
  • consumo de leite e carnes não orgânicos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.