Estrias: veja porque se formam e como combatê-las

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Estrias

É praticamente impossível encontrar alguém, homem ou mulher, que não possua uma única linha de estria. Acontece que há pessoas que não se incomodam com algumas linhas, e há aquelas que possuem muitas e se incomodam esteticamente com elas. Os motivos para que as estrias se formem são inúmeros e vamos conhecê-los neste artigo.

As famosas linhas – que se parecem com uma cicatriz – brancas ou avermelhadas com uma leve profundidade na pele são chamadas de estrias. Elas se formam porque há um rompimento das fibras colágenas e elásticas da pele; causando uma diminuição da espessura da epiderme e da derme, o que pode levar a pessoa a ter coceiras e sentir ardência.

Diferença entre estria branca e vermelha

Estria vermelha – A estria vermelha pode ser removida facilmente com hidratação profunda, portanto, prefira os hidratantes cicatrizantes para estrias. Mas por que elas podem ser facilmente regeneradas e as brancas não? Porque as vermelhas são rompimentos dos vasos sanguíneos, o que configura que são mais jovens e ainda não houve rompimento das fibras. Portanto, quanto mais novas forem as estrias maiores são as chances de regenerar aquela região rapidamente. Neste caso não necessita de intervenção estética e você em casa consegue dar conta de fazer essa linha vermelha desaparecer, ou pelo menos se atenuar.

Estria branca – Já as linhas brancas são mais difíceis de regenerar porque naquela região já não há mais produção de melanina – por isso a cor esbranquiçada – e também porque as fibras e o colágeno da pele já se romperam. A regeneração da pele é muito mais complicada e inclui tratamentos estéticos para amenizar a aparência da mesma.

As causas das estrias

As causas são inúmeras: ganho repentino de peso, próteses de silicone (se forem colocados mais do que a pele suporta, com certeza dará estria), gravidez, rápido ganho de massa muscular e crescimento na puberdade (acontece na adolescência em meninos e meninas). Elas aparecem, geralmente, nas regiões da coxa, dos glúteos, da barriga e dos seios.

Tratamentos

Alguns tratamentos estéticos são muito bons para tratar as estrias brancas, já que elas não podem ser amenizadas somente com o uso do creme cicatrizante (porém mesmo que você faça tratamento estético para estria é bom fazer o uso contínuo dos hidratantes). Vamos a eles!

Laser – um dos tratamentos mais famosos para o combate das estrias, isso porque o laser que é direcionado à cicatriz estimula a produção de colágeno e regenera as fibras elásticas.

O laser também é indicado para estrias vermelhas, pois estimula o fechamento dos vasos sanguíneos e impede a evolução delas para estria branca.

Radiofrequência fracionada – A radiofrequência é um dos tratamentos mais eficazes encontrados atualmente no mercado para combater as estrias. O aparelho libera uma energia quente na região da estria e, assim como o laser, promove colágeno através do calor e regeneração das fibras. Também melhora a espessura e a profundidade da estria, deixando a pele mais firme e bonita.

É importante ressaltar que, uma vez que a estria se forma, é praticamente impossível que ela suma por completo. Os tratamentos estéticos ajudam a amenizar a aparência das estrias, mas aquela região da pele onde se formaram as “cicatrizes”, talvez nunca mais seja a mesma de antes. Cada caso é um caso e cada pele reage de uma maneira. O importante é cada um saber que cada pele tem o seu tempo de regeneração e que não é porque funcionou com alguém que necessariamente irá funcionar com você.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.