Glutamina: você sabe o que é essa substância?

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Glutamina

Em número de academias por habitante, o Brasil se encontra entre os 18 países onde a proporção é mais expressiva. Os dados são de pesquisa realizada pelo International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA). Pode-se concluir a partir dessa informação que entrar em forma tem se tornado uma preocupação mais frequente entre os brasileiros.

Inclusive, muitas dessas pessoas estão em busca de definição e ganho de massa muscular, recorrendo, assim, aos suplementos alimentares. Dentre os muitos produtos disponíveis no mercado, vem se popularizando a glutamina.

Você sabe o que é essa substância? Quais os benefícios dela e como ela age no organismo ao ser consumida? Existem efeitos agregados para além do papel que o suplemento exerce no desenvolvimento corporal? Essas e outras dúvidas a respeito do aminoácido serão respondidas a seguir.

Pode-se adiantar que a substância está presente em grande quantidade no plasma do tecido muscular. Ainda que outros tecidos corporais também apresentem volume significativo dela na constituição. Confira mais detalhes a respeito nos tópicos seguintes.

O que é a glutamina?

A glutamina é um aminoácido não essencial muito utilizado como suplemento alimentar. De fórmula C5H10N2O3, a substância tem a capacidade de ser sintetizada por qualquer tecido do corpo humano. Ela é também elemento constituinte de muitas proteínas, razão pela qual não é considerada aminoácido essencial, já que pode ser sintetizada a partir dessas.

Ela tende a ser produzida no próprio corpo, chegando a constituir 60% da estrutura muscular. Contudo, deficiências nutricionais e outros problemas de ordem física e mental podem reduzir o nível dela no organismo. A substância tem importância especial para o funcionamento de fígado, rins e intestino delgado.

Em pessoas saudáveis, é raro que haja deficiência do aminoácido, por isso o consumo dessa substância é quase exclusivamente voltado à suplementação.

Nas situações em que o corpo é submetido a um grande estresse, há uma demanda por maior concentração da substância. Os órgãos anteriormente citados, assim como o sistema imunológico, serão o destino da produção. A necessidade pode se instaurar em momentos de esforço físico extremo ou em razão de algumas doenças.

Entendidos esses pontos, cabe esclarecer a função que o aminoácido exerce no organismo.

Função no corpo

A função primordial é metabólica. Portanto, esse aminoácido contribui para transferir o nitrogênio entre órgãos e atua no transporte da cadeia carbônica. Além disso, fornece energia para células do sistema imune e para os fibroblastos, células do tecido conjuntivo. Com isso, age para melhorar a síntese de colágeno. O papel energético dele será também importante no intestino, pois é lá que servirá de combustível para os enterócitos, as células do órgão.

Em resumo, a substância se mostra importante para manter e estimular o crescimento celular. Atuando paralelamente na promoção do bom funcionamento de intestino, fígado, rins, pulmão, coração e cérebro. A popularidade dela entre aqueles que praticam musculação se deve ao aumento da síntese proteica que estimula. Ou seja, trata-se de um suplemento que aumenta o volume muscular e principalmente reduz o catabolismo, porém não altera a força muscular.

Para o cérebro, esse aminoácido oferece melhoria nas atividades cognitivas, quando é transformado em ácido glutâmico, que é um facilitador da síntese de um importante neurotransmissor, o gaba. Quanto à aplicação clínica, a substância pode ser recomendada em pacientes com câncer, portadores de HIV e até mesmo para quem apresenta problemas digestivos.

Outras importantes funções desse elemento ergogênico são : melhora da função renal através da eliminação de amônia e uréia, estímula a liberação de GH, preserva a integridade da mucosa intestinal, fornece energia aos linfócitos aumentando a capacidade imunológica do indivíduo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.