Metabolismo lento existe?

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Um termo muito utilizado no nosso dia a dia, o metabolismo está relacionado à quantidade de calorias que o organismo gasta para desempenhar suas funções vitais. Dessa forma, é um importante fator para o pleno funcionamento do nosso corpo. Quase todo mundo já ouviu alguém dizer que os problemas com o peso se devem ao fato de ter um metabolismo lento, mas será que isso realmente existe?

O metabolismo é influenciado por vários fatores como a genética, idade, peso, sexo e, até mesmo, problemas de saúde que vão desde alterações hormonais até patologias específicas. Vale destacar que a velocidade com que as calorias são utilizadas pelo corpo é determinada geneticamente, porém, isso não significa que as pessoas que possuem um metabolismo lento o terão por toda a vida. É possível acelerar o metabolismo com mudanças na alimentação e prática de atividade física.

Uma dieta que não seja saudável, muitas vezes, pode propiciar um metabolismo lento, uma vez que, em grande parte dos casos, esse tipo de comida não demanda um grande esforço do organismo durante a digestão. Assim, alimentos que possuem em sua composição carboidratos simples, refinados, açucarados, farináceos e processados auxiliam no desenvolvimento desse desfecho indesejado.

Isso acontece pelo fato de esses produtos não gerarem um gasto calórico importante durante sua metabolização, além de liberar glicose no organismo que, por sua vez, gera picos de açúcar no sangue aumentando a produção de insulina, hormônio anabólico que reduz a mobilização de gordura e favorece o acúmulo da mesma.

Sintomas

Os principais sintomas que indicam um metabolismo lento são:

  • Dificuldade em emagrecer e ganho rápido de peso: quando o metabolismo não está funcionando adequadamente o organismo passa a gastar menos energia. Com isso, as calorias que deveriam se transformar em energia para o corpo passam a ser acumuladas.
  • Queda de cabelo, ressecamento da pele e rachaduras nos calcanhares: os problemas de tireoide têm sintomas que se revelam no cabelo e na pele, e esses sinais podem evidenciar que o metabolismo está mais lento que o habitual.
  • Acúmulo de gordura em diversas partes do corpo: o excesso de gordura vai localizar novas áreas para se acumular. Além disso, essa condição é favorável ao aparecimento de celulite.

Mas o que fazer para mudar essa situação?

1) Beba muita água

A água é fundamental para transportar vitaminas, minerais e hormônios, e para o funcionamento dos intestinos, além de ajudar a remover toxinas do nosso organismo. É recomendável que se beba de 8 a 10 copos de água por dia, pelo menos. Especialistas indicam, ainda, que seja água gelada, pois acelera um pouco mais o metabolismo, já que o corpo humano trabalha para deixar o líquido na temperatura ambiente.

2) Faça exercício físico.

Algumas práticas mais recentes de treinamento físico como o HIIT ( high intensity interval training) consiste em treinos intensos e curtos de padrão intervalados (tiros). Isso aumenta o consumo de oxigênio do corpo após a atividade para que o mesmo retorne ao seu estado basal gerando o aumento da taxa metabólica basal. Existe também essa forma de treinamento ligada a musculação que é conhecida como HIRT (high intensity resistance training).

3) Alimente-se bem

Para manter um metabolismo satisfatório, é preciso que ele sempre tenha alimentos para fazer o processamento, uma dica importante nos intervalos ou períodos de fome é consumir proteínas preferencialmente magras, isso gera um aumento metabólico pela propriedade desses alimentos em gerar gasto calórico (calorimetria).

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.