Molusco contagioso: sintomas, causas e tratamentos

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molusco contagioso

O molusco contagioso é uma infecção viral, caracterizada pela formação de pequenas pápulas na pele, que podem ser confundidas com verrugas. São bolhinhas que possuem a cor da pele ou são esbranquiçadas, podendo surgir em diversos tamanhos.

Esse tipo de infecção é comum, especialmente em situações que envolvam um sistema imunológico suscetível, como é o caso de pessoas soropositivas ou que passaram por algum tipo de transplante. O molusco atinge também crianças, já que o sistema imunológico delas não está totalmente desenvolvido. Aquelas que possuem pele muito seca ou que sejam alérgicas são as principais vítimas da infecção.

Sintomas do molusco contagioso

Os sintomas da infecção começam a aparecer após o período de incubação, que dura de 2 a 8 semanas.

As pápulas possuem características específicas e podem ser identificadas por:

  • terem de 2 a 5 milímetros de diâmetro;
  • serem brilhosas, translúcidas e possuírem a cor da pele;
  • serem indolores;
  • apresentarem umbilicação central;
  • surgirem em áreas mais sensíveis;
  • estarem isoladas ou agrupadas;
  • possuírem diversos tamanhos.

O molusco pode aparecer em diferentes partes do corpo e em grandes quantidades. Em crianças, é mais comum a ocorrência em mãos, braços, rosto, pescoço, peito, tronco. Em adultos, a infecção pode aparecer na virilha, espalhando-se para abdômen, órgãos genitais e parte interna das coxas. Por esse motivo, pode ser considerada, também, uma doença sexualmente transmissível. Em casos não tão comuns, o molusco contagioso pode aparecer nas palmas das mãos, na parte de dentro da boca, na sola dos pés e no entorno da pálpebra.

O vírus do molusco é altamente contagioso, por isso, a infecção pode passar para outras áreas do corpo, fazendo com que a doença se desenvolva mais de uma vez. Portanto, deve-se evitar coçar as pápulas. Essa infecção pode deixar pequenas cicatrizes, com partes de cor mais clara.

Causas

A infecção é causada por um vírus da família poxvírus. O molusco apresenta 4 subtipos, sendo que o subtipo 1 é o mais frequente. O 2 é o mais comum em adultos. O vírus tem a característica de se desenvolver em climas muito quentes e úmidos.

A forma de contágio é pelo contato, seja ele direto, quando há o toque diretamente nas pápulas, seja ele indireto. Quer dizer, o molusco pode ser transmitido por meio de objetos contaminados, como toalhas, roupas, brinquedos e roupas de cama.

Tratamento

O diagnóstico pode ser feito pelo médico apenas por observação, já que as pápulas produzidas pelo molusco são bem características, por isso, fáceis de serem reconhecidas. Outra alternativa para a conclusão do diagnóstico é a biópsia.

O tratamento tópico é recomendável apenas quando a doença está interferindo na qualidade de vida do paciente. Isso porque a infecção some naturalmente no prazo entre 6 e 12 meses, além de não causar nenhum tipo de sintoma a não ser a coceira e as pápulas.

Caso o paciente tenha o sistema imunológico deficitário, é preciso recorrer ao tratamento medicamentoso. Há, também, a possibilidade de as lesões serem retiradas por meio de raspagem, curetagem, congelamento ou eletrocirurgia com agulhas.

O molusco contagioso é altamente transmissível, logo, preveni-lo é a melhor alternativa. Para evitar o surgimento da infecção, tenha alguns cuidados simples, como manter as mãos limpas, não compartilhar objetos pessoais e evitar contato com as partes infectadas. Além disso, no caso de adultos, é preciso lembrar que, se a doença estiver localizada nas regiões íntimas, é preciso usar uma proteção que cubra toda a área infectada ou, então, evitar relações sexuais.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.