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Reposição Hormonal na Menopausa: Riscos e Benefícios

moça idosa sentada em sofá cinza

Reposição hormonal na menopausa contribui na amenização e controle de sintomas incômodos, além de melhorar a saúde cardiovascular

Na menopausa, as mulheres passam por importantes alterações hormonais devido à interrupção da ovulação e consequente diminuição dos níveis de estrogênio já durante o climatério.

Muitas dessas pacientes são candidatas à reposição hormonal na menopausa, uma vez que os baixos níveis dos hormônios femininos podem resultar em sintomas que provocam incômodos físicos e emocionais.

Um aspecto importante antes de decidir pela reposição hormonal na menopausa é considerar os benefícios e riscos dessa terapia, ponderando se as vantagens justificam o tratamento.

Quais os benefícios da reposição hormonal na menopausa?

O principal benefício da terapia hormonal na menopausa consiste na melhora da qualidade de vida em pacientes nos quais os sintomas do déficit hormonal são intensos e incômodos. Dessa forma, o tratamento permite amenizar condições como:

  • Alterações de humor associados à ansiedade, depressão e irritabilidade;
  • Problemas de sono;
  • Redução da libido acompanhada de secura vaginal e dor durante as relações sexuais;
  • Problemas urinários, como infecções recorrentes e bexiga hiperativa;
  • Palpitações;
  • Fadiga persistente;
  • Dores no corpo e de cabeça;
  • Fogachos (ondas de calor);
  • Manifestações dermatológicas, como unhas fracas, queda de cabelo e psoríase;
  • Alterações de memória;
  • Osteoporose.

Portanto, a reposição hormonal na menopausa pode contribuir no alívio dos diversos sintomas incômodos relacionados às alterações hormonais nesse momento da vida.

Os benefícios são diversos e incluem a melhora dos fogachos, fortalecimento dos cabelos, unhas e ossos, aumento da disposição, melhor distribuição da gordura corporal e controle do peso, estabilização do apetite, melhora da memória e outros.

Mas, além dessas vantagens, um resultado da reposição hormonal comemorado pelos especialistas é a redução das chances de doenças cardiovasculares, uma vez que a terapia, quando realizada corretamente, contribui no controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol.

Quais os riscos da terapia hormonal para mulheres?

Apesar dos diversos benefícios do tratamento, não se devem desconsiderar os riscos dessa terapia. O principal e mais preocupante risco da reposição hormonal na menopausa é a trombose venosa profunda, que consiste na formação de coágulos nas veias, favorecendo quadros de acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.

Esses sintomas ocorrem quando a reposição é realizada por hormônios sintéticos, conduta fortemente desaconselhada no ponto de vista do Dr. Daniel Stellin.

Constata-se assim que terapias hormonais com adesivos, implantes ou cremes, por exemplo, são mais seguras, pois são realizadas com hormônios bioidênticos, exatamente iguais aos produzidos pelo nosso organismo, e entregam os resultados almejados no controle dos sintomas indesejados da menopausa.

Para reduzir as chances dessas ocorrências, é importante que o tratamento seja prescrito considerando variáveis como a via de reposição, a idade da paciente, o histórico familiar e médico, o uso de hormônios bioidênticos ou sintéticos, a junção de diferentes hormônios ou uso apenas do estrogênio.

Como fazer a reposição hormonal?

A decisão de como fazer a reposição hormonal na menopausa é tomada com assistência médica especializada. Dessa forma, o tratamento tem início com exames que permitem identificar a atual condição de saúde da paciente, além do levantamento das queixas.

Com essas informações em mãos, o especialista poderá prescrever a terapia hormonal apenas com estrogênio ou combinada com progesterona.

Outro fator importante é a via de reposição. Como visto, os medicamentos de via oral, por passarem pelo fígado, apresentam mais chances de efeitos colaterais graves, enquanto outras abordagens são mais seguras, de acordo com os estudos científicos.

A opção entre hormônios bioidênticos (manipulados de acordo com receita médica) e sintéticos (formulações prontas), também pode influenciar os resultados com o tratamento e os efeitos colaterais.

Verifica-se assim que existem etapas do tratamento de reposição hormonal na menopausa que contribuem na redução dos riscos da terapia e fazem com que os benefícios que melhoram a qualidade de vida da paciente compensem essa abordagem. Agende sua consulta com o Dr. Daniel Stellin para saber mais!

Fontes:

Especialista em Medicina Integrativa Dr. Daniel Stellin.

Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.