Dopamina: Um dos Hormônios da Felicidade

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Se você já ficou desanimado, triste, apático, sem entusiasmo, com baixa libido e pouca concentração, talvez você nem tenha cogitado o desequilíbrio hormonal como causa central dessa condição. De fato, seus hormônios podem ter ficado em desordem e isso refletiu no seu humor, estado de espírito, produtividade e postura diante da vida.

Quando o mal-estar nos domina e a alegria de viver se distancia, a culpa pode ser sim das alterações físicas e emocionais. Entre outras funções, o sistema endócrino cumpre papéis imprescindíveis no trabalho do organismo e equilíbrio bioquímico do corpo e da mente.

Hoje, nós vamos conversar sobre a dopamina, um dos mais importantes hormônios da felicidade. Saiba o que é essa substância e o que ela pode fazer por você!

O que é dopamina?

A dopamina é, sem dúvida, um dos neurotransmissores mais famosos do sistema nervoso. Ela se tornou conhecida como “hormônio do prazer”. Liberada nas sinapses cerebrais, ela pode impactar funções como o movimento, memória, cognição, comportamento, atenção, sono, humor e aprendizagem.

Quais são os efeitos desse hormônio?

Esse neurotransmissor é ligado à motivação, prazer e felicidade. Além disso, ele traz benefícios para o foco e performance nas tarefas cotidianas, já que influencia positivamente as respostas emocionais do cérebro e interfere diretamente nos processos de estímulo e recompensa.

O hormônio dopamina ajuda a combater a fadiga, apatia, falta de entusiasmo, dificuldades de concentração, perda de memória e mau humor. Como se não bastasse, melhora a interação social, a autoestima e qualidade do sono. Demais, né?

A dopamina realmente é uma poderosa aliada do bem-estar e da felicidade. E quem é que não deseja ser plenamente feliz? A felicidade nos faz ficar de bem com a vida, pois ajuda a reduzir o estresse, elevar a autoestima, fortalecer o sistema imune e prevenir transtornos como a depressão e fobia social, por exemplo.

O que a desregulação de dopamina pode causar?

A falta ou o excesso de dopamina pode provocar problemas na atividade normal do cérebro. Entre as consequências prejudiciais do desequilíbrio de dopamina estão a dependência toxicológica, a doença de Parkinson, depressão, agressividade, procrastinação, esquecimentos, distúrbios do sono, sentimentos de inferioridade, falta de apetite sexual, perda de prazer nas atividades diárias, etc.

Alguns sinais de deficiência desse neurotransmissor podem aparecer através do súbito aumento do consumo de açucar, chocolate e café, quadros depressivos, apatia, redução das atividades físicas, dificuldade em manter a rotina, fadiga crônica além de déficit de atenção e hiperatividade.

Como obter níveis equilibrados de dopamina?

Para atingir o equilíbrio hormonal, não só em relação à dopamina, mas contemplando também os outros neurotransmissores da felicidade, é importante se alimentar de forma balanceada e praticar atividades físicas regularmente. Além disso, recorrer à suplementação orientada pelo fisiologista hormonal, fazer terapia de reposição hormonal, quando necessário, e se dedicar a atividades prazerosas. Fazer exames com frequência para checar como anda a sua saúde, é essencial para manter os níveis de dopamina normais.

Quer saber mais sobre os hormônios da felicidade? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.