Alopecia areata: sintomas, causas e tratamentos

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alopecia aerata

Alopecia areata: você já ouviu falar desse problema? Sabe quais são as causas, os sintomas mais comuns e as maneiras pelas quais é possível tratá-lo?

Leia este artigo para saber mais sobre essa enfermidade, responsável por incômodos diversos.

O que é alopecia areata?

Essa é uma doença de ordem inflamatória, responsável pela queda constante e, às vezes, bastante significativa dos cabelos.

Há pessoas que perdem fios em regiões específicas da cabeça ou do corpo; há outras, no entanto, que perdem todos os pelos da cabeça. Este é um caso mais raro, mas pode acontecer.

Ainda menos frequente é o que chamamos de alopecia areata universal. Nessa circunstância, o paciente perde todo os pelos do corpo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, há casos em que o cabelo cresce novamente depois da queda. Isso não impede, porém, que a situação volte a acontecer.

Essa é uma doença complexa, porque não pode ser controlada: não há como saber se os pelos voltarão a crescer, se o paciente terá outra crise dentro de algum tempo ou a extensão da queda que o aguarda nos próximos meses.

Quais são as causas?

Não há causa definida para o desenvolvimento dessa enfermidade.

Porém, sabemos que o desenvolvimento de doenças como a ansiedade e a depressão, além de situações de estresse constante, podem fazer com que a queda de cabelo se acelere consideravelmente.

Se o paciente já teve uma crise do tipo, deve buscar formas de se manter estável. A prática de exercícios físicos, a mudança na alimentação e o acompanhamento psicológico podem auxiliá-lo a driblar os incômodos e anseios que vêm com uma doença desse gênero.

Quais são os sintomas?

Não há nenhuma manifestação física além da perda de cabelos. Esse tipo de alopecia costuma se manifestar em placas arredondadas, com fios que se soltam facilmente.

Nos homens, a barba pode ficar falhada e com buracos. Os pelos, quando (e se) voltarem a crescer, podem surgir com coloração inicialmente diferenciada.

Não é incomum que pessoas diagnosticadas com essa doença sejam portadoras de outras doenças autoimunes, como é o caso do lúpus eritematoso.

O indivíduo também deve, com o auxílio do médico, refazer todos os exames em busca de enfermidades análogas e que possuam a queda de cabelo brusca como sintoma.

Quais são os tratamentos?

Depende do quadro geral do paciente e das percepções do médico responsável pelo caso. Para diagnósticos mais brandos, é possível que a indicação seja a utilização de medicamentos tópicos.

Em alguns casos, o dermatologista pode solicitar que o paciente seja submetido a corticoides injetáveis, que devem ser aplicados em ambiente limpo e seguro.

Importante: há sítios na internet que vendem soluções para essa e outras doenças que causam perda considerável de cabelo. Não se deve começar nenhum tratamento por conta própria, uma vez que isso pode ter mais efeitos negativos do que positivos.

Efeitos psicológicos

A alopecia areata não é considerada uma enfermidade grave, tampouco contagiosa. Ainda assim, é perigosa no que tange à saúde mental do paciente. Recomenda-se a ele que faça, juntamente do tratamento especializado, acompanhamento psicológico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.