Qual a diferença entre Peeling Físico e Peeling Químico?

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Execução do peeling químico em consultório de dermatologia

As pessoas que sonham em ter uma pele ainda mais bonita encontram no mercado uma série de procedimentos capazes de promover esse rejuvenescimento. Dentre eles, os que mais geram dúvidas nos pacientes são: peeling químico e o físico.

O peeling químico e físico são procedimentos dermatológicos não invasivos que têm a finalidade de melhorar a aparência da pele. Os peelings removem as camadas da pele e estimulam a renovação celular, promovendo assim a descamação cutânea.

Apesar de terem o mesmo objetivo, os peelings físicos e químicos possuem algumas particularidades que devem ser consideradas ao escolher o tratamento para melhorar a beleza da pele.

Confira a seguir qual é a diferença entre esses procedimentos com informações cedidas pelo Dr. Daniel Stellin, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O que difere o peeling físico do peeling químico?

Basicamente, a diferença entre esses procedimentos está na maneira como a descamação da pele é realizada. Enquanto no peeling químico o processo é feito com ácidos específicos, o peeling físico utiliza um processo de lixamento na pele para promover a renovação celular.

Como funciona o peeling químico e o peeling físico?

O peeling químico consiste na aplicação de ácidos sobre a pele (podendo ser o glicólico, salicílico, retinoico, entre outros), em formato de máscara ou líquido, para promover a descamação da cútis e rejuvenescê-la.

O procedimento geralmente atinge apenas a epiderme, mas dependendo da técnica pode ser aprofundado até a derme.

Por conta dessa ação gradativa, os peelings químicos são divididos em três tipos. São eles:

  • Peeling superficial: que age na epiderme;
  • Peeling médio: que age na camada papilar da derme;
  • Peeling profundo: que age na camada reticular da derme, parte mais profunda da pele. Esse último geralmente é realizado em ambiente hospitalar.

O peeling físico, por sua vez, é feito por meio de um processo mecânico de lixamento da pele no intuito de remover as células mortas. A superfície da pele é submetida a uma esfoliação com aparelhos de dermoabrasão ou esfoliação manual com substâncias específicas. Os principais tipos de peeling físico são:

  • Peeling de cristal: no qual se aplica um pó de óxido de alumínio sobre a pele;
  • Peeling de diamante: que promove a esfoliação através de uma ponta de lixa diamantada.

Quando os procedimentos são indicados?

Para definir qual é a melhor opção para seu caso, é fundamental conversar com um dermatologista. O profissional indicará o tipo de peeling adequado para cada parte do corpo, a substância a ser utilizada e o intervalo ideal entre as sessões. No geral, o peeling químico ou físico são indicados nos seguintes casos:

Peeling químico

  • Acne;
  • Flacidez;
  • Rugas finas;
  • Poros dilatados;
  • Cicatrizes leves;
  • Manchas cutâneas;
  • Fotoenvelhecimento;
  • Oleosidade excessiva na pele.

Peeling físico

  • Estrias albas;
  • Rugas superficiais;
  • Acne comedoniana;
  • Fotoenvelhecimento;
  • Cicatrizes superficiais após cirurgias, acnes ou afecções dermatológicas;
  • Alterações na pigmentação da pele (como no caso do melasma, por exemplo);
  • Marcas superficiais ou profundas, sendo que neste último caso se as lesões forem muito grandes a melhora é mais sutil.

Em ambos os procedimentos, a esfoliação remove as células mortas, devolvendo o brilho, viço e qualidade da textura da pele. A renovação celular também desobstrui os poros e diminui os cravos e ressecamento cutâneo.

Como é a recuperação após os peelings?

O tempo de recuperação é variável, tanto do peeling químico quanto do peeling físico. Nas descamações superficiais, o aspecto avermelhado costuma durar de 3 a 5 dias. Em descamações médias ou profundas, pode ocorrer a formação de inchaços, ardor na pele, bolhas e crostas que tendem a desaparecer em até 14 dias.

Durante os cuidados após o peeling químico ou físico é importante evitar a exposição solar, aplicando um filtro solar de alta proteção sempre que sair de casa, seja em dias com pouco sol ou nublados. Caso queira saber qual tipo de peeling é o mais indicado no seu caso, entre em contato e agende uma consulta com o Dr. Daniel Stellin.

Fontes:

Clínica de Dermatologia Dr. Daniel Stellin;

Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD);

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.