Vitiligo: O que é e Como tratar?

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Você sabe o que é vitiligo? Continue lendo este artigo e você ficará a par do que é a doença, quais as causas dela, como é feita a prevenção, o diagnóstico e o tratamento.

Para quem já teve algum contato com a enfermidade, trata-se  de uma doença de pele, caracterizada pela despigmentação da mesma promovendo o surgimento de manchas claras nas regiões afetadas.

Não há limite para o alcance da doença, que pode se estender a qualquer parte do corpo, inclusive a boca, os olhos e a cabeça.

Apesar de ser caracterizada pela perda de pigmentação, atinge pessoas de todas as raças e tipos de pele, inclusive as extremamente brancas, embora, por razões óbvias, torne-se bem mais visível em indivíduos de pele escura.

Não há problema algum na convivência com pacientes com a doença, uma vez que a mesma não é contagiosa, tampouco representa risco de morte para o indivíduo.

Não obstante, o caráter desarmonizador estético da doença pode acarretar quadros bastante significativos no aspecto emocional do paciente, que pode ser levado a desenvolver problemas de baixa autoestima, depressão e outras questões psicológicas.

Causas do vitiligo

A doença é decorrente de um processo por meio do qual as células produtoras da melanina, que é a substância responsável pela pigmentação da pele, apresentam deficiência na produção do pigmento ou mesmo morrem, cessando a produção.

As causas que levam a esse processo autoimune são, todavia, desconhecidas. Acreditam os médicos, mas sem comprovação, que o próprio organismo ataca os melanócitos, destruindo ou incapacitando essas células.

Para esclarecer, doenças autoimunes são aquelas em que, por algum distúrbio, que pode ter origem genética ou infecciosa, as células de defesa do organismo atacam outras que não representam ameaça ao indivíduo.

Há, inclusive, a suspeita de que a doença esteja relacionada a fatores genéticos, uma vez que indivíduos com histórico na família apresentam mais propensão a desenvolvê-la, mas também a outros fatores externos, dentre eles, a exposição a produtos químicos, ao estresse e aos raios do sol.

Normalmente  surge no início da fase adulta, e os sintomas são bastante característicos, representados pelo aparecimento das manchas decorrentes da perda de pigmentação, que acontecem a partir de partes específicas do corpo, inclusive o cabelo, a sobrancelha e os cílios.

Tratamento

Ao notar os sintomas, você deve procurar imediatamente o dermatologista para fazer o diagnóstico e iniciar imediatamente o tratamento, já que é possível reverter os sintomas.

É preciso, no entanto, estar consciente de que o que determina o sucesso das ações é a reação do corpo ao tratamento, e não a terapia em si. Cada paciente responde de uma forma.

Além disso, o dermatologista precisará investigar a possível existência de outra doença autoimune envolvida, fazendo parte dessa pesquisa os problemas tireoidianos e diabetes . Fazem parte da bateria de exames a anamnese, a biópsia da pele e os testes de sangue, para investigar patologias subjacentes.

Com base nesse diagnóstico, o dermatologista prescreverá o tratamento, que pode ir do simples uso de maquiagem e bronzeadores ao uso de medicamentos, como cremes corticosteroides ou à base de vitamina D.

Há, também, outros tratamentos terapêuticos, como a combinação do psoraleno com terapia de luz, a despigmentação e até processos cirúrgicos, que incluem enxerto de pele e micropigmentação.

Como se pode observar, há uma série de tratamentos para o vitiligo, a serem aplicados de acordo com a condição e a resposta do paciente à terapia. O mais importante, porém, é saber que há casos em que os sintomas podem ser totalmente erradicados.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como fisiologista hormonal e dermatologista em São Paulo.

Postado por Dr. Daniel Stellin | CRM: 111.635

Dr. Daniel Stellin é um dermatologista graduado pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo e pós-graduado em Fisiologia Hormonal Aplicada. Detém os títulos de Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Especialista em Infectologia pelo Hospital do Servidor Público Estadual e Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.